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sexta-feira, 20 de março de 2009

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

Crise. O que é isso? Palavra de origem grega, que tem vários significados, e que no final discurso querem dizer a mesma coisa: crise. 1. Manifestação patológica repentina que sobrevém à saúde aparente. 2. Modificação brusca e intensa que ocorre durante um estado mórbido, causada pela luta entre o agente infeccioso e a defesas do organismo, que indica frequentemente a cura. 3. Manifestação violenta de um sentimento. 4. Momento perigoso ou decisivo. 5. Conflito, tensão. 6. Ausência, carência, falta. 7. Decadência, queda, enfraquecimento.

Como se percebe, a finalidade da crise, esse ser invisível e abstrato, mas de atitudes concretas, é uma só (se é que se pode fazer tal afirmação): deixar debilitadas as suas vítimas. E que vítimas ela tem feito mundo afora! Economias, antes consideradas robustas e protegidas, num único golpe, foram nocauteadas financeiramente e beijaram a lona. Não podem ficar de pé com a própria força, clamam por socorro. Socorridas, voltam a cair de novo.

Nessa teia globalmente interligada, ninguém está imune. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha afirmado repetidas vezes que “a crise não pulará o Atlântico” e que não passa de “uma marolinha”, os brasileiros já sentem na pele os seus dolorosos efeitos. Na tentativa de ajustar as contas e manter a liquidez, empresas diminuem suas produções e demitem funcionários.

Enquanto a balança comercial registra déficits e o PIB (Produto Interno Bruto) cai, os governos arrecadam menos, apertam o cinto e promovem arrochos. Espremidos, os municípios contarão com menos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Parece que o tempo da bonança e das vacas gordas passou.

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