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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CRISE

Crise. O que é isso? Palavra de origem grega, que tem vários significados e no final do discurso querem dizer a mesma coisa: crise. 1. Manifestação patológica repentina que sobrevém à saúde aparente. 2. Modificação brusca e intensa que ocorre durante um estado mórbido, causada pela luta entre o agente infeccioso e a defesas do organismo, que indica frequentemente a cura. 3. Manifestação violenta de um sentimento. 4. Momento perigoso ou decisivo. 5. Conflito, tensão. 6. Ausência, carência, falta. 7. Decadência, queda, enfraquecimento.

Como se percebe, a finalidade da crise, esse ser invisível e abstrato, mas de consequências concretas, é uma só (se é que se pode fazer tal afirmação): deixar debilitadas as suas vítimas. E que vítimas ela fez mundo afora no ano de 2009! Economias, antes consideradas robustas e protegidas, num único golpe, foram nocauteadas financeiramente e beijaram a lona. Não puderam ficar de pé com a própria força, clamaram por socorro. Socorridas, num curto espaço de tempo, voltaram a cair.

Nessa teia globalmente interligada, ninguém passou imune. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha afirmado repetidas vezes que a crise não pularia o Atlântico e que não passaria de "uma marolinha", os brasileiros sentiram na pele os dolorosos efeitos da onda que teve a proporção de uma tsunami. Na tentativa de ajustar as contas e manter a liquidez, empresas diminuíram suas poduções e promoveram demissão de funcionários. As consequências pesaram e ainda pesam no bolso.

Enquanto a balança comercial registrava déficits e o PIB (Produto Interno Bruto) caía, os governos arrecadavam menos, apertavam o cinto e promoviam arrochos. Espremidas, as prefeituaras contaram com menos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Muitos tiveram dificuldade para honrar a folha de pagamento. Mas apesar da tormenta, o vendaval parece que passou. Já se experimenta uma nova brisa de calmaria.

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