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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ADEUS À ARVORE-SÍMBOLO DA PRAÇA CENTRAL

A Praça Central de Padre Bernardo amanheceu o dia de 31 de dezembro mais triste e menos povoada. O Ipê-do-cerrado, nome popular da Tabebuia ochracea, uma das árvores mais velhas daquele espaço público, antes majestosa, não suportou o peso dos anos, o vento dos últimos dias, o excesso de umidade em suas raízes nem a ação maléfica dos cupins, cumpriu o mesmo destino de todos os mortais, e caiu.

Aquela que há muito tempo foi o símbolo da Praça Central, depois de cumprir com suas prioridades, vai agora virar móveis e servir à humanidade de outra forma. Seu tronco centenário foi cortado na manhã do dia 02 de janeiro de 2011 por um possante motoserra, em mais uma clara demonstração de que a matéria não é eterna, e que morrer é só mais uma etapa da vida.

3 comentários:

Aize disse...

Gostaria de parabenizá-lo pelo matéria e como filha da Cidade, não poderia deixar de postar esse comentário, pois foi com muita tristeza que recebi essa notícia do adeus à "nossa árvore símbolo" da Praça Central, fica a minha reflexão, neste aparentemente pequeno, no entanto, grandioso feito da natureza, (natureza esta na qual o ser humano também faz parte): o ciclo vital, no caso, a finalização da árvore ipê do cerrado, que no natal estava ali cheia de vitalidade, iluminada, bela enfeitando a praça, proporcionando sombra, abrigo e sobretudo, amor que era o que o que ela simbolizava para nós bernardenses, sei que poderá ser substituída por outras plantas mas o valor que ela nos representava é imensurável.
Ézia Monteiro

fernandosantos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fernandosantos disse...

Parabéns pela matéria e principalmente por nos fazer refletir sobre tudo o que a queda desta árvore pode representar para nós. Realmente a vida é assim, e até mesmo as coisas mais simples da natureza precisam cumprir o seu ciclo vital, isto é: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Infelizmente a praça perdeu um pouco do seu encanto, mas nem sempre podemos ter tudo aquilo que queremos... Fernando Santos